Havai nos EUA – referência pelas paisagens, surf e praias
Marcus Winter
Havai, um dos 50 estados dos Estados Unidos, é um magnífico arquipélago com uma história e cultura única. É um autêntico paraíso constituído por praias e paisagens vulcânicas de enorme beleza. As suas grandes ondas são o motivo pelo qual este arquipélago é um dos melhores no que diz respeito ao Surf assim como as gentes que o habitam, que com a sua simpatia, tornam este local num dos mais conhecidos do mundo.
Na ilha de Oahu, onde se situa a capital do Havai, Honolulu, tem a possibilidade de desfrutar das belas praias de areia branca, aprender ou praticar surf, windsurf, body boarding, mergulho, canoagem, snorkeling ou fazer belas excursões de barco não só para apreciar a paisagem das ilhas, mas para avistar as baleias que nadam pelas águas do Pacífico.
Na cidade pode passear pelas ruas e apreciar a gastronomia típica num dos muitos restaurantes ou fazer algumas compras nas várias lojas que aí encontra.
De noite, os bares enchem-se de festas típicas, com o chamado espírito Aloha, onde a hospitalidade, as danças e as coroas de flores animam e divertem todos.
Devido ao seu clima ameno, pode dar passeios pela praia à luz da lua ou participar num dos luaus à beira-mar.
Paisagens verdejantes e praias movimentadas esperam por você
Kauai é conhecida por sua beleza natural. Com a Costa de Na Pali, o Waimea Canyon e os únicos rios navegáveis no estado do Havaí, a paisagem deslumbrante da ilha é a primeira coisa que os visitantes notam e a última coisa que lembram. Até mesmo o apelido “The Garden Isle” não faz justiça à sua beleza. Árvores verdejantes crescem copas sobre as poucas estradas da ilha, praias arenosas, recifes de corais e imensos penhascos para o mar emolduram deslumbrantes montanhas. A vida aqui se move em um ritmo mais lento.
Explore a tradição havaiana
Atravessando mais de 30 km, o Holo Holo Koloa Scenic Byway segue alguns dos mais significativos marcos de Kauai, enquanto a Koloa Heritage Trail conta com 14 paradas históricas ao longo do litoral sul.
Histórico do Havaí, que também tem um passeio de trem narrado, restaurante e amostras da única destilaria de rum do Havaí. Passeie por uma tradicional aldeia havaiana recriada na Kamokila Hawaiian Village; também é um ótimo local para caminhar e remar nas Uluwehi Falls (Secret Falls). A histórica Waimea é onde o Cap. James Cook desembarcou em 1778, visite o centro para ver sua estátua.
Aventuras naturais
Faça um passeio de barco ou caiaque, de helicóptero ou uma difícil caminhada pela Kalalau Trail até a Costa de Na Pali; não há acesso para veículos a este imaculado refúgio de frente para o oceano.
A tradução de Pamukkale para o português (Castelo de Algodão) vem bem a calhar. Essa é uma das paisagens turcas mais procuradas pelos viajantes, que chegam a esse pitoresco cenário em busca de um relaxante banho nas águas cristalinas que emergem da terra a uma temperatura em torno de 35º. O Pamukkale está localizado na Turquia, próximo a cidade de Denisli.
O Grand Canyon é a paisagem natural mais famosa dos EUA.
Localizado no estado do Arizona, o local guarda, aproximadamente, 2 bilhões de anos da história geológica da Terra. É como se fosse um grande museu natural, cuja obra prima são as fissuras “esculpidas” pelo rio Colorado. A tal “obra” possui 446 quilômetros de extensão e largura estimada em 29 km. Um passeio interessante que pode ser feito por lá é o de helicóptero. Se você quiser ter uma pequena noção de como é a vista de cima é só clicar na imagem ao lado. Alucinante, não?
Maior fiorde da Noruega e segundo maior do mundo, o Sognefjord paralisa pela sua beleza. Para poupar tempo de pesquisa daqueles que não sabem, um fiorde nada mais é que uma grandiosa entrada do mar entre altas montanhas rochosas. Este que você vê nas fotos está localizado em Sogn og Fjordane, e se estende 205 quilômetros do interior para a aldeia de Skjolden. Apesar de não ser o maior, é com certeza o mais majestoso e imponente. As montanhas de cerca de 2.000 metros de altura que o cercam, a água que mais parece um enorme espelho e a densa vegetação no entorno não me contrariam.
Ao chegar à Cidade do Cabo, o turista já se deslumbra com a Table Mountain, a gigantesca formação rochosa relativamente achatada que domina a paisagem da cidade sul-africana — e de cujos mirantes se tem visões fantásticas do mar que banha o país de Nelson Mandela. Mas há muito mais por lá: nas montanhas Drakensberg, por exemplo, que constituem a maior cordilheira do sul do continente africano, é possível fazer trilhas ao longo de lagos que refletem o céu e formações rochosas com mais de 3.000 metros de altura. E no quesito praias, a África do Sul também não deixa a desejar: o país abriga lindas orlas, como a pouco explorada Coffee Bay, além de excelentes points de surfe, como Jeffrey’s Bay.
Mais uma paisagem australiana na lista! O Lago Hillier é uma grande incógnita para a comunidade científica. Ninguém consegue explicar o motivo da coloração da água do lago. O mais impressionante é que mesmo quando coletada, ela permanece exatamente com o mesmo tom de rosa – nada discreto por sinal. E , apesar de misterioso, o Hillier não é está sozinho no mundo. Só na Austrália existem outros quatro lagos similares, além de mais outros quatro espalhados pelo mundo.
A Grande Barreira de Corais da Austrália poderia se chamar também Enorme Barreira, Gigante Barreira, Grandessíssima Barreira etc, nomes à parte, o fato é que a fileira de corais só pode ser vista por inteiro do espaço. A Barreira de Corais é um património mundial desde 1981 e já foi eleita pela emissora instantaneidade CNN, uma das “Sete maravilhas naturais do mundo”. Apesar de a barreira parecer contínua, ela não é. Na verdade, milhões de corais, com as mais variadas formações, muitas vezes nem se tocam, ficando apenas próximos um dos outros, e em alguns casos a dezenas de quilómetros de distância.
Apesar de não se limitarem ao território canadense, as Montanhas Rochosas são um dos cartões postais do Canadá. Localizadas na cidade de Banff, no Canadá, as montanhas estão no Parque Nacional homônimo à cidade, famoso por manter sua natureza selvagem, que permite avistar animais como ursos negros, ursos grizzly, alces, leões da montanha, lobos e coiotes com muita facilidade. Já o pico mais alto está localizado em O pico mais alto, Monte Elbert, está localizado no estado do Colorado (EUA), a 4.401 metros acima do nível do mar.
Oferece paisagens naturais fantásticas para o turista por toda a extensão de seu longuíssimo território. No extremo norte do país, por exemplo, está o Parque Nacional Lauca (na foto), uma Reserva Mundial da Biosfera que reúne vulcões nevados, o lindo lago Chungará e um solo verdejante por onde correm rios e famílias de alpacas. Mais para baixo no mapa fica o deserto de Atamaca, com paisagens áridas fascinantes (como o famoso Valle de la Luna, em referência à sua paisagem extraterrestre). E, no extremo sul, se destacam cartões-postais como o Parque Nacional Torres del Paine, que exibe montanhas que parecem que foram recortadas pelas mãos de um habilidoso artista.
Imagine um local com muita água. Imaginou? Bom, se você nunca foi às Cataratas de Iguaçu, provavelmente esse lugar que veio a sua cabeça não tem nem metade da quantidade de água das Cataratas. E se você já foi, certamente imaginou as próprias Cataratas. O conjunto de 275 quedas de água está localizado entre o município paranaense de Foz do Iguaçu Paraná, e a cidade de Puerto Iguazú, na Argentina. Apesar de 80% das quedas de água estarem localizadas no lado argentino, todos dizem que os 20% do lado brasileiro proporcionam o visual mais incrível de todo parque.
Essas montanhas altas e finas formadas há mais de 380 milhões de anos, serviram de cenário para trechos do filme “Avatar”. Algumas dessas colunas de pedra atingem até 4 mil metros acima do nível do mar.
O que sei é que há sítios de onde – sem que consigamos explicar bem como, ou porquê – voltamos pessoas mais felizes.
Esperar mais tempo que o esperado no cais de Bissau e ter de trocar de barco porque o primeiro avariou – e ficar sem roupa seca – não há-de ser inédito. África adora pôr à prova a nossa resistência. Mas o que importa isso quando a duas horas ou três dali estamos nos Bijagós, o arquipélago classificado como reserva da biosfera da UNESCO, um universo paradisíaco e místico de 88 ilhas – das quais só entre 12 a 17 são habitadas em permanência? Olhamos em volta, boquiabertos, e talvez não seja exagerado dizer que já não há sítios assim.
Foi por isso que, há 17 anos, a francesa Solange Morin decidiu vender alguns dos seus hotéis no Senegal e atracar em Rubane, quando não existia nada para além da paisagem. A ilha é um local sagrado para o povo bijagó: ali é proibido lutar, enterrar corpos, derramar sangue, e até fazer construções definitivas. Construir um resort foi coisa que levou três anos de burocracias e obrigou Solange a muitas provas – sinistras para a maioria dos mortais.
De joelhos junto a um poilão, teve se lavar-se no sangue de uma vaca que os homens da tabanca degolaram. Depois, dependeu da orientação de quatro galinhas sem cabeça. Como a última morreu à sua frente, Solange foi finalmente autorizada a construir o “Ponta Anchaca”, um dos resorts de luxo do arquipélago. Em troca, prometeu ao povo telhados de zinco nas tabancas, barcos a motor para as viagens, formação e empregos.
Com os seus olhos azuis imensos, Solange recorda o ritual sem repugnância. Cedo se habituou a respeitar as tradições de um povo profundamente animista. Abas,seu assistente, vem da ilha de Canhabaque, onde se acredita que as árvores falam e onde adolescentes e homens feitos enfrentam a cerimónia da circuncisão passando meses e meses na floresta em rituais secretos. Ou onde as mulheres, quando querem separar-se, precisam apenas de pôr à porta as malas dos homens e um saco de caju.
A verdade é que não houve ritual estranho que impedisse estrangeiros de se apaixonarem e ficarem. Ao passear pelo areal fino de Rubane, cruzamo-nos com as crianças da terra e com as suas mães, que passam o dia a tecer a palha que vai proteger os bungalows. Falam em dialeto bijagó e sofro por não conseguir entender o que me dizem. Tenho sorte porque a Lucília, minha companheira de trabalho, é a única que num passe de mágica consegue comunicar com elas. Tiramos selfies e elas riem-se e gostam de ver-se em filtros bonitos. Damos-lhes cremes, lenços, pensos rápidos, roupa. Já todos nos esperam no barco quando ficamos ao longe a vê-las sorridentes acenar “Luci!, Luci!”. Está provado que nem entenderam o meu nome.
O SABOR DAS MANGAS ROSAS
A Guiné-Bissau é uma página negra nas estatísticas. Um dos países mais pobres do mundo, com histórico de instabilidade política. Ingredientes que a deixaram demasiado tempo longe dos cartazes turísticos. Quando me perguntam se é seguro andar por lá lembro-me sempre deste trajeto na ilha de Bubaque. Primeiro voou um chapéu. Um adolescente correu e trouxe-o de volta. Depois voou outro. Quilómetros à frente, quando já todos nos tínhamos esquecido, um adolescente chegou de bicicleta com o chapéu na mão. Talvez fosse por aqui que este texto deveria começar. Porque se os Bijagós são o último paraíso não é só porque o turismo de massas ainda não entrou por ali adentro, mas porque lá vivem pessoas assim.
E quando parecia impossível ver melhor praia que a de Rubane, chegamos a Bruce, no outro extremo de Bubaque. É hora do lanche mas adiamos o almoço. Aquele mar tem íman. E os peixes são tantos que o desafio é não saltar quando eles nos fazem cócegas nas pernas e nos pés.